Arquiteto Versátil: Novembro 2015

30 de novembro de 2015

Etapas Utilizadas por um Arquiteto para a Realização de um Projeto


Em nosso dia a dia encontramos diversas revistas, sites, blogs entre outros meios de comunicação que nos mostram diversos projetos, seja ele, arquitetônico, paisagístico, decorativo, entre outros, mas nenhum deles mostra as etapas que foram realizadas para sua concepção.

Identificada esta falta de informação decidimos realizar este artigo, onde falaremos um pouco sobre o assunto. Além disso, as etapas aqui expostas serão de grande importância para a compreensão dos próximos artigos aqui tratados no Blog Arquiteto Versátil.

Levantamento de Dados

Inicialmente o arquiteto registará diversas informações que servirão para auxiliá-lo em seu processo conceptivo do projeto desejado pelo cliente. Dentre as diversas informações que serão levantadas, pelo arquiteto, terá que haver informações sobre o cliente e também sobre o terreno.

Quanto ao cliente, o arquiteto terá que saber que tipo de espaço será projetado, quantas pessoas iram usufruir do espaço, quanto será gasto no projeto a ser construído, entre outras informações.

Já com relação ao terreno, o arquiteto terá que saber sobre a topografia do terreno, sua localização, sua orientação, sua relação com o entorno, a infraestrutura que o terreno terá, quais são os recuos determinados pelo código de obra da cidade, entre outras informações que poderá delimitar e nortear o processo conceptivo do projetista.

Em alguns casos, o levantamento de dados será realizado no local, onde será construído o projeto. Desta forma, o arquiteto poderá conferir as condições do terreno suas dimensões entre outras informações para fim de análise.

Programa de Necessidades

Também conhecido como Programa Arquitetônico corresponde ao levantamento das exigências, necessidades e expectativas que o cliente e usuários tem com relação ao projeto.

Para realizar o programa de necessidade, o arquiteto terá que levantar as informações quanto aos espaços (funções) que deverão conter no projeto, sua área mínima e máxima entre outras informações se assim achar necessária.

No caso de um projeto de uma casa, o arquiteto terá que levantar quantos quartos o cliente deseja, quantas vagas de carro haverá na garagem e assim por diante. Assim o projetista criará o programa que o auxiliará na concepção do projeto.

Estudo de Viabilidade

O arquiteto realizará um estudo para verificar a viabilidade quanto ao projeto idealizado. Para isso, o arquiteto buscará avaliar diversas informações dentre elas: a área do terreno, sua localização dentro do zoneamento da cidade, os parâmetros urbanísticos (coeficiente de aproveitamento, potencial construtivo, área permeável, afastamentos, limitações de gabarito, etc.).

O resultado do estudo de viabilidade irá gera um relatório informando se há ou não possibilidade para que o projeto venha a ser construído naquele lugar.

Estudo preliminar

Seria a representação simplificada das ideias tidas pelo arquiteto em forma de esboço (croqui) relacionado ao projeto idealizado. É um recurso bastante utilizado pelos arquitetos, no entanto, só serve para que o arquiteto registre suas ideias conforme for desenvolvendo seu trabalho.

Anteprojeto

Corresponde a representação da ideia concebida pelo arquiteto. Nesta fase o cliente irá participar ativamente, decidindo o que irá permanecer ou não no projeto. Nesta etapa, será mostrado ao cliente diversas representações do projeto como: planta baixa, cortes, layout, fachadas, implantação, volumetria, etc.

É de extrema importância que o cliente tenha claramente em sua mente como quer o projeto, para que depois da aprovação do anteprojeto, não haja a necessidade de modificação, porque poderá acarretar em mais gastos, algo que normalmente o cliente não desejará.

Projeto Básico

É uma etapa a frente do anteprojeto, onde ele servirá para a realização dos projetos complementares, que normalmente são realizados por terceiros, mas que o próprio arquiteto também poderá realizar. Dentre os diversos projetos complementares temos: projetos de cálculo estrutural, projeto elétrico e de dados, projeto hidro sanitário. Poderá haver também a produção de diversos outros projetos como: prevenção e combate a incêndios, fundações especiais, acústica, elevadores, estudo de impacto ambiental entre outros.

Projeto Legal

Seria a representação do projeto conforme as normas estabelecidas pelo código de obra da cidade, onde será construído o projeto idealizado pelo arquiteto. Dessa forma, para que haja a liberação para a construção do projeto idealizado ele terá que esta em conformidade com o que esta estabelecido no código de obra.

Projeto executivo

Corresponde a última etapa do processo conceptivo, onde o arquiteto refinará o que foi realizado nas etapas anteriores. Nesta etapa será realizado a compatibilização dos diversos projetos, seja eles, arquitetônico, paisagístico, estrutural, elétrico, hidro sanitário, entre outros. Além disso, haverá somente no projeto executivo informações pertinentes que auxiliará na execução do projeto, como por exemplo: medidas relacionadas a cada cômodo do edifício, cotas de nível, medidas do pé direito, quantidade de esquadrias, tipo revestimento e assim por diante.

Portanto, agora você sabe quais as etapas que um arquiteto realizará para conceber um projeto para você. Lembrando cada arquiteto seguirá estas etapas da forma que for necessária em seu processo conceptivo. Alguns poderão acrescentar etapas, outros até irão subtrair, mas o importante é que o processo projetual terá que ao fim lhe entregar um projeto que atenda não somente suas exigências e necessidades, como também as normas técnicas já estabelecidas para que o projeto possa ser construído de forma segura e dentro da lei.

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Compartilhando este artigo, você ajudará o Arquiteto Versátil em sua caminhada para a disseminação das informações com relação ao Universo dos Arquitetos que poucas pessoas sabem.

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20 de novembro de 2015

Um Café da Manhã Nada Comum - Cap. 1


Sentados a mesa, Laura observava atentamente Douglas, seu esposo, enquanto tomava seu café da manhã.

O que está lhe incomodando, Du? Perguntou Laura, levando a xícara de porcelana com chá a boca.

Douglas manteve-se quieto quase durante todo o tempo em que Laura esteve tomando seu café.

Você está desta maneira desde o momento em que acordou. Conte-me o que aconteceu.

Douglas, brevemente mexeu os lábios, como se fosse expressar o que realmente tinha acontecido, mas logo voltou a permanecer quieto.

Então, de repente, levantou-se da mesa e se dirigiu a sala.

Dentre os diversos móveis que havia no ambiente, havia uma velha estante repleta de livros, cadernos, papeis... Todos velhos e empoeirados.

Diante da estante enfiou a mão em um dos bolsos de sua calça, onde estava sua carteira. De dentro dela, retirou uma velha chave repleta de adornos, em seu designer, que com o tempo perdeu sua cor dourada e revelou o nobre metal em que foi moldada.

Então levou a chave a uma fechadura de uma das portas que havia na estante. Ao abrir, havia uma velha caixa de madeira, bastante simples para o rigor que foi guardada.

Ao levantar a tampa da velha caixa, seus olhos se encheram de alegria, ao ver que seu conteúdo ainda estava intacto, mesmo depois de tanto tempo guardado.

Laura permaneceu calada, somente, observando cada atitude de Douglas.

De dentro da caixa, Douglas, retirou diversas fotos, um velho caderno com capa de couro envelhecido, entre outros objetos. Foleou o velho caderno, com cuidado, como se estivesse procurando algo. Algum tempo depois.

Enfim, encontrei, disse Douglas, em voz alta. Laura até se espantou com sua reação repentina realizada por Douglas.

O que foi que você encontrou, Du?

Nossa velha lista de sonhos que criamos a fim de realizarmos juntos todos eles, disse Douglas.

Laura ao ouvir as palavras “lista de sonhos”, expressou imediatamente um gesto facial de incompreensão e esquecimento a Douglas.

Claro que você se lembra, Laura, falou Douglas, um pouco triste com aquela expressão.

Refresque minha memoria, Du, disse Laura, tentando amenizar sua expressão de esquecimento.

Neste exato momento, ouviu-se passos, descendo as escadas. Era Carla e San, estavam apressados para irem ao colégio.

Laura pensou silenciosamente, há algo de errado aqui nessa casa hoje. Douglas acordou estranho, e meus filhos estão todos apressados para ir ao colégio. O que me espera mais tarde?

Os dois sentaram a mesa. Carla imediatamente começou a se servir, já San ficou a espera de sua mãe.
Enquanto tomava café Carla pergunto: quem irá nos levar para o colégio? Neste momento o silencio tomou conta do ambiente.

Eu levo, disse Laura.

Carla percebeu que seu pai não havia tocado no café da manhã e estava extremamente calado. Mas San, por está agitado para ir ao colégio, em seu primeiro dia, em um colégio novo, não percebeu nada.

Ao termino do café, Laura subiu as escadas em companhia de seus filhos. Carla e San entraram na primeira porta, logo depois da escada. Já Laura seguiu pelo corredor até seu quarto para pegar sua bolsa que estava pendurada por trás da porta do quarto. Ao descer as escadas, Carla e San já estavam a sua esperava, próximo a porta com suas respectivas mochilas. Então, Laura disse em voz alta, Du, estamos indo, volto logo para continuarmos nossa conversa.

Enquanto Laura levava as crianças para o colégio, Carla perguntou: o que foi que aconteceu com Douglas, para ele, não tocar em seu café e nem falar com a gente durante todo o café da manhã, mãe?

Laura estava com a mesma dúvida que Carla, mas disse para ela as seguintes palavras:

Não se preocupe Carla, não é nada de mais, seu pai está somente pensativo com algum fato que ocorreu no passado, conosco. Mais tarde você saberá o que é com detalhes. Eu também, pensou Laura, silenciosamente.

Enquanto isso, Douglas, em casa, manteve-se concentrado no velho caderno e nas outras coisas que havia dentro caixa.

Ao chegar, Laura, imediatamente se dirigiu a cozinha. Ao entrar na cozinha deparou-se com Douglas sentado no chão da cozinha com um monte de coisas espalhada a sua volta. Havia vários objetivos relacionados a alguns lugares do mundo que os dois gostavam. Além disso, havia diante de Douglas, um mapa amarelado repleto de anotações e marcações.

Então Douglas, irá me contar que lista é essa que você está encucado?

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16 de novembro de 2015

Custo, Despesa, Perda e Lucro: Conceitos Fundamentais para a Precificação de um Determinado Serviço ou Produto


Custo, Despesa, Perda e Lucro são conceitos bastante distantes para os alunos do Curso de Arquitetura e Urbanismo, no entanto, todos devem ter em suas mentes suas definições, para que possam desenvolver de forma clara, suas atividades e assim poder precificar seus serviços e produtos de forma coerente e que não haja perdas.

Você (aluno do curso de arquitetura e urbanismo, recém formado, design gráfico, técnico de edificações, etc.) já se questionou ou foi questionado quanto cobrar por um determinado serviço ou produto?

Então, antes de sabermos Como “Calcular” o Preço de um “Serviço” ou Produto Relacionado à Arquitetura, temos que compreender os conceitos relacionados a: Custo, Despesa, Perda e Lucro, para que assim possamos calcular com maior precisão o preço que será fornecido por um determinado produto ou serviço aos clientes.

Custo

O custo basicamente seria o dinheiro gastos por uma determinada empresa para que haja a produção de um produto ou serviço. Há dois tipos de Custo: o Direto e o Indireto.

O Custo Direto é o valor que está diretamente relacionado à produção de um determinado serviço ou produto.

Ex.: O salário dos funcionários que produzem os projetos 3D (maquetes digitais) que serão entregues aos clientes.

Já o Custo Indireto, seria o valor que está ligado indiretamente com a produção dos serviços ou produtos, mas que são fundamentais para que a produção tenha êxito.

Ex.: A compra de alimentos que serão oferecidos para seus funcionários.

É bastante importante, saber quais os Tipos de Custos terá a empresa para que assim, possa ter maior detalhamento e maior proximidade do valor a ser cobrado por um determinado serviço ou produto.

Despesa

A despesa seria o dinheiro gasto por uma empresa para que haja a venda de um determinado produto ou serviço, para assim gerar um receita. Há dois tipos de despesa: as fixas e as variáveis.

As Despesas Fixas são classificadas como aquelas que mesmo a empresa estando fechada ela existirá.

Ex.: Aluguel, conta de luz, água, remédios, etc.

Já as Despesas Variáveis são consideradas aquelas que haverá um gasto de forma periódica, mas que poderá haver uma variação entre seus preços de aquisição.

Ex.: Compra de uniforme, férias, viagens.

As Despesas dever ser precisamente pontuadas para que o preço fornecido sobre um determinado produto ou serviço seja o mais preciso, para que haja clareza nos valores, e assim, possa atender ambas as partes envolvidas no negócio.

Perdas

As Perdas seriam o valor em dinheiro gasto por uma empresa relacionado a imprevistos que não terá retorno algum para a empresa.

Ex.: Perda dos equipamentos através de um incêndio, perda de projetos que foram corrompidos por vírus, acidente no trabalho, etc.

Lucro

O Lucro pode ser definido como o dinheiro fornecido através da venda de um determinado serviço ou produto que será utilizado para financiar o crescimento da empresa.

Ex.: Dinheiro investido em curso para o aprimoramento 3D das maquetes que serão entregues aos clientes.

Portanto, agora posso dizer que você está mais próximo do objetivo que é saber: Como “Calcular” o Preço de um “Serviço” ou Produto Relacionado à Arquitetura. Somente assim, você poderá fornecer ao cliente um produto ou serviço que atenda ambas as partes de forma objetiva e coerente com a realidade atual. 
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