Arquiteto Versátil: A Origem da Lista de Sonhos – Cap. 2

1 de janeiro de 2016

A Origem da Lista de Sonhos – Cap. 2


Antes de ler este artigo recomendo que leia o artigo: Um velho sonho esquecido pelo tempo – Cap. 1. Agora sim você poderá continuar a ler essa história.

Para que você possa lembrar, com detalhes, sobre a criação, dessa lista de sonhos, tenho que contar, desde o início, o que aconteceu.

A aproximadamente 20 anos atrás, 5 anos antes que Carla vim ao mundo, decidimos que iriamos realizar juntos nossos maiores e mais profundos sonhos, para isso, realizamos a listagem desses sonhos neste velho caderno. Você ainda estava cursando psicologia quando fizemos esta lista. Eu já estava formado e já estava trabalhando a 5 anos em uma empresa de advogados associados. O primeiro item da lista seria manter nossa relação, sempre estável, em primeiro lugar, não deixando, as brigas, as monotonias, as birras, atrapalhar nossa relação. Já o segundo item seria sair pelo mundo viajando, conhecendo novas culturas, comidas entre outras situações inusitadas, entre outros itens.

Lembrei agora, da lista e principalmente, deste mapa, disse Laura, lembro que até realizamos algumas viagens depois que fizemos essa lista, mas paramos depois que Carla nasceu.

Estão aqui as fotos, dessas viagens que fizemos, disse Douglas, entregando as fotos a Laura.

A lista é enorme, não realizamos nem 1/18 do que listamos.

Então, Douglas o que você pretende fazer agora com essa lista?

É obvio, disse com entusiasmos Douglas. Buscaremos realizar cada um desses sonhos. O primeiro deles será construir um espaço que será somente nosso e dos nossos filhos. Estou cansando de morar em uma casa que não é nossa. Nós dois, no início, tivemos que nos adaptar as condições que ela tinha para nos oferecer, para podermos seguir em frente. Até nossos filhos sofrem com isso.

Eu sei bem disso, disse Laura, pensando da Carla.

Carla sempre teve que dividir seu quarto com seu irmão. Se viermos construir este espaço, ela poderá ter, finalmente, seu espaço. Não somente ela. Eu também terei meu espaço, onde poderei, enfim, ter um espaço, somente, para guardar todos os meus, amados, livros, diferentemente de tê-los guardados naquelas velhas caixas lá no porão. E até, você, Laura, poderá ter um espaço somente seu, para voltar a pintar e expor seus trabalhos, como fazia no passado, antes de vimos para esta casa.

Então o que você acha, Laura?

Depois de tudo isso, lembrei, quase totalmente das coisas que aconteceram e que listamos juntos, nesse velho caderno.

Douglas, enfim, sorriu, ao ouvir as palavras de Laura. Mesmo sabendo que ela tinha lembrado, parcialmente, sobre o fato.

Mas temos que analisar com calma cada um desses sonhos para que não venhamos nos arrepender, principalmente, porque não estamos mais sozinhos, temos nossos filhos agora.

Tudo bem, disse Douglas, mas a casa será um sonho a ser concretizado. Sei que todos concordaram. Disse, entusiasmado, Douglas.

Pelo resto da manhã Laura e Douglas ficaram conversando sobre a lista e os itens a serem concretizados.

Próximo ao almoço, Douglas, mais animado, decidiu ir buscar seus filhos no colégio.

Já Laura, ficou em casa para finalizar alguns detalhes do almoço.

Na ida, Douglas pôs o som de seu carro para tomar, as trilhas sonoras embalavam sua animação.

Ao chegar ao colégio, seus filhos já estavam a sua espera.

Ao entrar no carro, Carla percebeu a euforia de seu pai.

Que estranho falou Carla, baixinho. De manhã durante o café, estava calado e não tocou em sua refeição, mas agora está animado. O que, realmente, aconteceu? Pensou Carla, observado a agitação de seu pai.

San continuou apático, mas dessa vez, percebeu a mudança repentina de seu pai, então deu um toque no ombro de Carla e perguntou, o que aconteceu, mana?

Carla ao sentir o toque no ombro e ao ouvir um sussurro de uma pergunta vinda de seu irmão. Sem olhar para trás, fez um gesto negativo feito com a cabeça, tentando passar para San que não sabia o motivo, para a repentina mudança.

Douglas, ao perceber, a curiosidade que havia induzido nas crianças, disse em um tom neutro, mas contente, não se preocupem, sua mãe e eu conversaremos com vocês quando chegarmos em casa.

Carla não sabia se ficava preocupada ou se ficava animada, com aquelas palavras, ditas por seu pai.

Ao chegar em casa, Douglas estacionou o carro paralelo a guia, mas antes mesmo de desligar o carro San saiu correndo do carro, deixando sua bolsa no carro e entrando em casa.

San, sua bolsa! Douglas falou em voz alta, ainda de dentro do carro.

Deixa, pai, eu levo, disse Carla, pegando sua bolsa e de seu irmão.

Ao entrar em casa, o cheiro vindo da cozinha convidava a todos a se dirigirem até ela.

Mãe, qual é a surpresa, que o pai esta escondendo? Perguntou San, curioso.

Tenha calma, disse Laura, durante o almoço trataremos sobre isso.

Então San correu e se sentou logo a mesa.

Vá lavar as mãos, primeiro San, então durante o almoço contarei para você e sua irmã uma velha estória.

Enquanto todos comiam, Douglas aproveitou para contar cada detalhe que havia acontecido, para que ele estivesse eufórico. Ao terminar a estória Douglas conduziu sua mão até a mão de Laura, segurando-a, perguntou:

Então Carla e San, o que você acham, de juntos, realizarmos esses sonhos listados neste velho caderno?

Carla, a princípio, não gostou da ideia, principalmente, a ideia relacionada à construção de uma nova casa, mas ao saber que teria um espaço, somente dela, e que iria viajar o mundo, decidiu apoiar a ideia.

Pode contar comigo, disse Carla.

San, por sua vez, mostrou-se neutro na conversa, como sempre, mas foi possível ver em seus olhos, sua alegria. Só não sabíamos sobre o que ele estava alegre.

Então mão a obra! falou Douglas, em voz alta. Vendo todos alegres e animados a mesa, almoçando.
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