Arquiteto Versátil: Dores de Cabeça ao Acompanhar a Obra

9 de março de 2017

Dores de Cabeça ao Acompanhar a Obra


Quer você ter dores de cabeça comece acompanhar obra. Na verdade se você tiver somente dores de cabeça será pouco comparado com o que eu tive. Vou te dizer o que aconteceu.

Faz um tempo que estou procurando uma obra para que eu pudesse acompanhar sua construção para por em prática o que aprendi ao longo do curso de arquitetura e também poder aprender algumas coisas novas.

Para minha sorte ou azar, não sei dizer, mas acabei achando uma obra pequena, mas muito interessante para poder acompanhar seu desenvolvimento.

A obra foi construída em algumas etapas: uma dessas etapas o próprio dono resolveu construir parte do projeto. Claro que não ficou ruim, mas também não ficou ideal, mas mesmo assim, melhor que isso duvido que haja alguém que o faça.

Depois dessa etapa ele acabou contratando um pedreiro e um servente para rebocar as paredes e o teto que ele havia construído. Até então estava tudo tranquilo. Foi só o pedreiro começar a trabalhar que as dores de cabeça começaram.

Segundo o dono, o pedreiro é muito experiente, por isso, ele o contratou, no entanto o servente... Nem eu nem o dono da casa gostamos de seus serviços, um dos motivos para isso ocorrer é que o servente nem ao menos sabia preparar uma argamassa, mas como o pedreiro era amigo do dono da casa ele decidiu mantê-lo, mas por mim, tinha arranjado outro.

A primeira semana de trabalho foi tudo “tranquilo”, mesmo com a ineficiência do servente. Já a segunda, a enrolação começou. Vi o pedreiro em alguns momentos enrolando o serviço. Sei que isso é normal acontecer, mas não com tanta frequência como estava ocorrendo, mas mesmo assim uma semana depois do início do serviço o pedreiro concluiu sua tarefa. Tudo que tinha ocorrido durante esse período manteve o dono da casa ciente dos problemas ocorridos.

Na terceira etapa o pedreiro tinha somente o objetivo pôr a cerâmica em alguns cômodos da casa, mas antes o dono da casa junto comigo decidimos a quantidade de cerâmica que ia ser comprada e o tipo para que não houvesse erro e nem desperdício. No entanto na execução do pedreiro todos os cálculos foram de ralo abaixo.

Muitas cerâmicas foram quebradas pelo pedreiro, imagino que tenha sido acidental. Outras foram cortadas e as sobras não foram aproveitadas, mas isso é pequeno para o que me deparei ao longo da sua execução. Muitas cerâmicas foram colocadas de qualquer jeito. Outras estavam ocas e ao pisar nelas algumas vieram a quebrar. Parecia que ele nunca havia trabalhado com cerâmica em sua vida.

Quando o primeiro cômodo da casa ficou pronto, chamei o dono da casa e mostrei todas as falhas de execução e avisei a ele que ele estava jogando dinheiro fora, com aquele “profissional”. Depois de uma longa conversa, o dono da casa percebeu que eu estava certo e decidiu mandar o pedreiro e “servente” embora.

A obra ainda não acabou, mas espero que não tenhamos mais dores de cabeça.

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Até a próxima.

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