Arquiteto Versátil: Janeiro 2017

27 de janeiro de 2017

Diretrizes Projetuais para Desenvolver Assertivamente um Projeto


Esta semana comecei falando sobre as novas mudanças no blog você viu? Depois falei sobre minha busca por um processo projetual ideal (um método). Depois postei alguns livros que tratam sobre o tema processo projetual para lhes ajudar ao longo do curso de arquitetura e em sua vida como arquiteto. E ontem mostrei, de forma rápida, a evolução ocorrida na compreensão do processo projetual utilizado pelos arquitetos durante o desenvolvimento dos projetos. 

Como é mostrado em alguns livros sobre o tema processo projetual, inicialmente sabíamos somente que o arquiteto ao iniciar o processo projetual possuía a informação inicial correspondente ao problema e a partir de um processo conceptivo desconhecido gerava a informação final correspondente ao projeto. 

Com o passar do tempo alguns pesquisadores desenvolveram alguns modelos para tentar explicar como se dava o processo projetual, mas esses modelos desenvolvidos não abarcava a realidade e nem as necessidades projetuais vivenciadas pelos arquitetos. 

No entanto alguns modelos desenvolvidos pelos pesquisadores possuíam algumas diretrizes bastante plausíveis quanto ao processo projetual aplicado pelos arquitetos. Além disso algumas dessas diretrizes eram comuns a vários modelos. 

Já falei anteriormente sobre duas delas. A primeira seria o problema e a segunda ou melhor a última seria o produto. Concorda comigo? 

As demais diretrizes que compõe o processo projetual surgem a partir de um círculo constante que realizamos mentalmente em nosso dia a dia de forma automática que pode ser descritor pelas seguintes palavras: análise, síntese e avaliação

No estágio analítico realizamos diversos levantamentos e pesquisas para melhor entender o problema e como devemos caminhar para chegar a uma solução. Além disso, também é realizado neste estágio o planejamento de como será desenvolvido o projeto. Planejar é essencial em qualquer coisa que fazendo em nossa vida, ao conceber um projeto não será diferente. 

Com relação a síntese temos o desenvolvimento das ideias a partir do que foi analisado e planejado anteriormente tentando gerar assim algumas soluções para o problema ou problemas existentes ou identificados no início do processo projetual. 

Por fim temos a avaliação, neste estágio há o aprimoramento das ideias que foram desenvolvidas até o momento, para isso, deverá haver uma avaliação sobre o que foi desenvolvido, tentando identificar se o que foi produzido gerou ou não uma solução. Caso tenha gerado uma solução deve aprimorá-lo, caso não tenha solucionado os problemas, deve voltar e rever cada etapa desenvolvida até o momento. 

Depois de desenvolvida todas essas etapas temos o produto a ser entregue ao cliente. Claro que não é tão simples assim, mas esse modelo permite que você entenda como se dá o processo conceptivo e quais as etapas deve ocorrer para chegar a uma solução. Lembrando que cada estágio descrito acima contém diversos subi-estágios que serão mostrados mais detalhadamente a frente.

Quero deixar claro que este modelo proposto pode ser utilizado tanto linearmente como circular. Independente disso, você poderá iniciar o projeto da maneira que achar melhor. As diretrizes que compõe o processo projetual deve criar condições favoráveis para que o arquiteto possa desenvolver suas competências ao máximo e não gerar bloqueios impedido que desenvolva um incrível projeto. Até a próxima.

26 de janeiro de 2017

A Evolução do Processo Projetual


Inicialmente o processo projetual era desconhecido para muitos profissionais como mostra Elvan Silva em seu livro intitulado “Uma introdução ao Projeto Arquitetônico”. Mas com o passar do tempo ele foi sendo estudado e hoje temos maior clareza sobre as etapas que compõe o processo projetual. 

Elvan Silva foi um dos primeiros pesquisadores brasileiros que estrutura de forma objetiva as etapas que compõe o processo projetual. No entanto Laert Pereira Neves, demonstra maior clareza ao publicar o livro intitulado “Adoção do Partido na Arquitetura”. Mas mesmo havendo diferentes abordagens entre eles sobre o processo projetual é possível dizer que suas obras são complementares. 

Edson da Cunha Mahfuz introduz através de seu livro “Ensaio sobre a Razão Compositiva” a discussão filosófica entre as partes e o todo. Essa abordagem é muito importante para que se possa compreender as relações entre a forma plástica contida no projeto e sua função. Foi a partir dessa discussão que surgi a questão funcionalista expressa pela frase: a forma segue a função. 

Mais recentemente temos a publicação do livro “Como Arquitetos e Designers Pensam” escrito por Bryan Lawson. Há neste livro uma abordagem bastante diferente dos demais já citados. Ele busca expor o cotidiano relacionada as atividades realizadas durante o processo projetual para a obtenção do projeto. Entre os vários assuntos discutidos no livro ele mostra que há algumas estratégias e táticas que podem e são usadas durante o processo projetual. 

Basicamente algumas informações contidas nas publicações citadas acima estão presentes no livro de Eduardo Castells intitulado “Traços e Palavras”. Sua abordagem mesmo sintética dos demais autores, ajuda na compreensão sobre o processo projetual. Além disso o autor também introduz alguns detalhes sobre o tema que os demais autores não haviam discutido. 

Até agora falei de alguns pesquisadores que tratam sobre o tema processo projetual e que ao discutir sobre o tema pontuam algumas diretrizes projetuais muito utilizadas no âmbito analógico, no entanto Castells foi o único a introduz essa discussão no campo digital também. 

No entanto no livro intitulado “O Processo de Projeto em Arquitetura: da Teoria à Tecnologia” vemos uma discussão mais focada no mundo digital e matemático. Ao longo do livro é possível ver a aplicação dos diversos softwares que auxiliam no processo projetual e até funcionam como o próprio processo projetual cabendo ao projetista, somente, selecionar a melhor proposta projetual que atenda suas necessidades e expectativas projetuais. 

No artigo “Livros sobre Processo Projetual que Você deve Ler” publicado anteriormente busquei registrar alguns livros encontrados na internet que você poderá adquirir ou baixar, no entanto alguns livros citados neste artigo não os encontrei na internet, por isso eles não se encontram na lista, caso ache os adicionarei imediatamente.

Busquei mostrar de forma rápida neste artigo a evolução do processo projetual mediante a algumas fontes bibliográficas utilizadas durante o curso de arquitetura inclusive em meu TCC. No entanto não mostrei aqui a estrutura que compõe o processo projetual citado pelos autores, mas farei isso mais à frente em uma estrutura simplificada. Continue acompanhando o blog para ver na prática como é possível desenvolver um projeto. Até a próxima.

25 de janeiro de 2017

Livros sobre Processo Projetual que Você deve Ler


Cada vez mais ter boas referências é fundamental para que você possa desenvolver um projeto com maior segurança e agilidade. 

Além disso ter em mente uma visão clara e objetiva do que é preciso fazer para desenvolver um determinado projeto é fundamental para que possa percorrer todas as etapas conceptivas do projeto sem grandes transtornos. 

Quando realizei meu primeiro projeto, eu tinha em mente que todas as ideias necessárias para desenvolver um projeto derivava da minha mente, mas só depois que li o artigo de Mahfuz Nada provém do nada” percebi que eu estava errado e iria precisar ter boas referências para nortear meu processo projetual dali para frente. 

Para lhe ajudar a ter boas referências sobre o tema processo projetual e não ter as mesmas dificuldades que eu tive ao longo do curso de arquitetura, resolvi expor alguns livros que já li e pretendo ler novamente. 

1 - O Processo de Projeto em Arquitetura: da Teoria à Tecnologia. Este livro contém diversos artigos científicos que busca expor diferentes métodos existentes e como eles podem nos ajudar durante processo projetual. Devo destacar que dentre os vários métodos mostrados no livro alguns deles necessita de algum conhecimento da lógica matemática para ser aplicado. 

2 - Traços e Palavras: Sobre o Processo Projetual em Arquitetura. Este livro contém uma abordagem que mescla uma visão clássica sobre o processo projetual com a visão aplicada atualmente. Claro que ele não aborda o uso tecnológico no processo projetual, mas busca expõem objetivamente como você deve conduzir seu processo projetual para se obter o projeto. 

3 - Adoção do Partido na Arquitetura. Este livro sem sombra de dúvida vai te fornecer com clareza e objetividade cada etapa que você deve realizar para poder desenvolver um projeto sem grandes transtornos. Já falei sobre ele aqui reveja

4 - Ensaio sobre a Razão Compositiva. Diferente dos demais livros dessa lista ele busca expor sobre o processo projetual como uma relação filosófica entre as partes e o todo. Nessa exposição o autor pontua 4 métodos que podem ser utilizados no processo projetual. Este livro pode ser lido online através do site do autor, como diversos outros textos dele. 

5 - Métodos Ágeis para Arquitetos e Profissionais Criativos. Este livro conheci recentemente, por isso ainda não li, mas é possível ver uma parcial dele através do Google Books. Pelo que eu vi ele busca tratar sobre o tema através de uma visão mercadológica ligada a gestão do processo projetual. Alguns modelos usados no livro tem relação direta com o curso de administração. 

6 - Como Arquitetos e Designers Pensam. Diferente dos demais livros este é o único que expõem sobre o tema processo projetual através de um ponto de vista pessoal. Essa abordagem permite inserir diversos assuntos relacionados ao cotidiano dos arquitetos e dos alunos de arquitetura, revelando assim a prática projetual e suas dificuldades. Já falei sobre ele aqui reveja.

Essa lista de livros poderá ser alterada conforme for lendo ou descobrindo novos livros que tratam sobre o tema processo projetual. Caso você conheça algum livro que não esteja nesta lista e trata sobre o tema, deixe nos comentários. Até a próxima.

24 de janeiro de 2017

Em Busca de um Processo Projetual Ideal


Quando me deparei com a matéria chamada projeto, inicialmente, não imaginei que seria tão assustadora. Todas as matérias pagas até aquele momento tinham sido “fáceis”, mas agora eu tinha o desafio de produzi um projeto abarcando tudo aquilo, mas não sabia por onde começar. 

O curso tinha me preparado tecnicamente para saber sobre conforto térmico, acústico, diversas normas técnicas com relação ao desenho técnico entre outros assuntos, mas não tinha me preparado para saber como conceber um projeto. Afinal para que saber tanta coisa se o principal eu não sabia? 

A tática utilizada pelo professor para nos ensinar como projetar foi a seguinte: ele pediu que todos descrevessem como seria a casa de seus sonhos. Depois de feito pediu que cada um de nós pega-se a descrição feita pelo colega e a projeta-se. Não deu mais nenhuma instrução. Somente disse em tal data quero o projeto pronto. 

Eu estava tão assustado com aquilo que não expressei nenhuma ação e acho que não conseguir pensar em nada neste momento. Já contei aqui no blog o que aconteceu depois disso, reveja

Só para que você possa entender, a metodologia utilizada pelo professor para nos ensinar chama-se tentativa e erro. Ela é muito utilizada pelos cursos de arquitetura para ver a desenvoltura dos alunos e seu nível projetual, somente depois disso, o curso introduz a discussão sobre os métodos existentes que os auxiliaram em seu processo projetual dali para frente. 

Depois dessa experiência horrenda surgiu uma pergunta que norteou toda a minha trajetória no curso de arquitetura. A pergunta é simples: há ou não há um método que auxilie o aluno de arquitetura ou arquiteto em seu processo conceptivo? 

Mas o que me motivou a continuar nessa caminhada em busca de um método que auxilia-se os alunos de arquitetura ou os arquitetos, foi a falta de resposta que o professor ficou quando fiz esta pergunta a ele. 

Depois disso li vários livros não somente relacionados a arquitetura, em busca de uma resposta, mas não conseguir achar uma resposta objetiva, como eu almejava achar, até chegar ao final do curso onde culminou na pesquisa e apresentação do meu TCC onde eu retomei essa questão fundamental tanto com relação a minha formação como em relação a formação de qualquer arquiteto. 

No entanto foi somente durante a confecção do meu TCC que enfim pude ter uma percepção mais global de como tudo aquilo que tinha estudado e aprendido ao longo do curso de arquitetura se encaixava mediante a aplicação de um determinado processo projetual. 

Além disso, descobri que não há somente um método que possa auxiliar o arquiteto ou aluno de arquitetura em seu processo conceptivo, mas há uma essência em todos eles que nós podemos utilizar para desenvolver o projeto da melhor forma possível. 

Aqui no blog já falei sobre alguns métodos que nós arquitetos podemos utilizar para auxiliar no processo conceptivo, como o Brainstorming e o 5W2H, como também mostrei alguns livros que buscam discutir sobre o assunto como o livro de Laert intitulado “Adoção do Partido na Arquiteto” ou o livro de Lawson intitulado “Como Arquitetos e Designers Pensam”. 

Continue acompanhando o blog para poder aprender cada ver mais sobre o tema projeto e como o processo projetual influência no resultado final do processo conceptivo de um determinado projeto. 

Mostrarei de forma objetiva como é possível desenvolver um projeto sem muitos transtornos, para isso mostrarei diversos métodos e técnicas utilizadas atualmente ou no passado que possa lhe ajudar em suas tarefas diárias. Para isso utilizarei os recursos que tenho a disposição como: textos, fotografia, vídeo, livros diversos, entre outros materiais. 

Conforme for realizando os artigos para o blog nessa nova fase verá que eles se tornarão uma grande colcha de retalhos estruturada a parti das diversas referências que possivelmente já li ou andei lendo...

O objetivo dessa nova fase é construir um conhecimento sólido sobre o ato de projetar, mas para que isso seja possível será necessário projetar e registrar tudo aqui no blog para que vocês possam ver. Dessa forma verão o processo, os desafios enfrentados e as conquistas de cada etapa. Portanto logo estarei iniciando um projeto aqui no blog, por isso continue acompanhando o blog. Até a próxima.

23 de janeiro de 2017

O Estopim para um Novo Fim


No livro “A hora da estrela” escrito por Clarice Lispector ela inicia com a seguinte frase: “Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida.” A concepção de um determinado projeto esteja ele relacionado ou não a arquitetura também começa a partir de um sim. 

Isso não foi diferente com o blog, no entanto de alguns tempos para cá vim dizendo muitos nãos para eu mesmo e isso estava me limitando e me deixando muito chateado, resultando no distanciamento dos meus principais objetivos e também do blog. Portanto darei a eu mesmo mais sim este ano. Veremos no final do ano o que mudou seja com relação ao blog ou com relação a minha vida pessoal. 

Para sair dessa rotina negativa já comecei o ano dizendo sim para um livro que tanto eu queria comprar chamado “roube como um artista” escrito por Austin Kleon. Disse sim também com relação ao inglês que tanto preciso aprimorar e também para novas experiências tanto profissionais como intelectual. 

Semana passada disse sim, mais uma vez, para dois projetos que estavam engavetados e que possivelmente sairão do papel ainda este ano. 

O estopim para dizer sim para esses dois projetos veio de um artigo relacionado ao arquiteto chamado koolhaas. Você já ouviu falar? O artigo fala sobre o processo projetual utilizado por Koolhaas em seus projetos e este processo resulta não só na criação de projetos arquitetônicos diferenciados como resulta na criação de diversos livros que registram todo o processo conceptivo dele e de sua equipe. 

Os dois projetos tem relação tanto direta como indireta com o conteúdo desse artigo sobre koolhaas e seu processo conceptivo ou projetual como também tem relação com algumas coisas que já foram produzidas aqui no blog. Um ótimo exemplo seria o artigo que demostro os efeitos luminosos e artificiais de três tipos de luminárias muito utilizadas nas residências. 

No entanto para que esses projetos deem certo terá que envolver muitas pessoas, como alunos de arquitetura e arquitetos. Fiquem atentos as redes sociais do Arquiteto Versátil para saber como irá funcionar e como deverão participar.

O artigo de hoje foi simplório, mas imagino que tenha percebido as pequenas mudanças que implementei a este artigo e que continuarei aplicando nos próximos... Espero que tenha gostado e... Até a próxima.

12 de janeiro de 2017

Resenha do Livro: Como Arquitetos e Designers Pensam


Como eu sei que você gosta muito do tema livros de arquitetura, resolvi trazer em mais um vídeo do canal uma resenha do livro escrito por Bryan Lawson chamado Como Arquiteto e Designers Pensam

No vídeo busco mostrar minha percepção sobre a forma que Bryan Lawson resolveu tratar sobre o tema processo conceptivo. 

O diferencial deste livro é que o autor resolveu construir todo o livro sobre a perspectiva representada pela primeira pessoa, dessa forma ele pode tratar sobre o tema de forma mais próxima ao leitor, tratando sobre algumas situações cotidianas das pessoas comuns que tem relação com a arquitetura. Além disso no livro ele trata tanto sobre a teoria quanto a prática relacionada ao processo conceptivo dos projetos. Essa abordagem nos ajuda a identificar tanto os pontos positivos quanto negativos com relação as atividades exercidas tanto por arquitetos como designers. Confira o vídeo e veja o que mais você encontrará no livro.


Você já conhecia esse livro? Qual a sua opinião quanto ao vídeo? Deixe nos comentários sua opinião ela é muito importante. Até a próxima.

10 de janeiro de 2017

A Evolução dos Banheiros


O banheiro é um dos ambientes da casa que normalmente é deixado de lado quando se pensa em decoração. Posso imaginar vários motivos para que isso ocorra, no entanto não sei ao certo qual deles provoca essa ação. Se você sabe deixe nos comentários, eu quero saber. 

Mesmo sendo rejeitado, este ambiente possui uma grande variedade de itens que pode torná-lo tão complexo quanto os demais ambientes existentes em uma casa. 

Analisando o banheiro através da história vemos que ele teve que se adaptar tanto quanto os demais ambientes da casa. 


Os banheiros como conhecemos hoje antigamente, grosseiramente, eram somente um buraco onde seus usuários deixavam seus dejetos. Muitos dos banheiros construídos nas cidades antigas eram públicos e era frequentando tanto por homens quanto por mulheres. 

Como não havia banheiros nas casas a única opção que as pessoas tinham era utilizar os penicos, depois seus resíduos eram jogados na rua, devido à falta de infraestrutura. Algum tempo depois foi criado uma lei que obrigava a construção de banheiros dentro de casa. Foi a partir disso que o banheiro como conhecemos hoje surgiu. 

Inicialmente os banheiros eram mais espaçosos e continham itens que hoje não possui mais utilidade um ótimo exemplo são os bidês. 

Quanto a infraestrutura ela também teve que evoluiu. No início os dejetos eram despejados diretamente nas ruas ou nos rios que se encarregavam de levar para longe os resíduos. Com o passar do tempo criaram diversos mecanismo (tubulações e recipientes) tanto para armazenar a água como para transportar os dejetos, tornando ainda mais eficiente este ambiente. 

Com certeza novas mudanças serão aplicadas a este espaço não só com relação aos itens que compõe o ambiente como em relação a sua infraestrutura, tudo para tornar o banheiro um ambiente cada vez mais eficiente.

O que você achou desse novo artigo? Gostaria de saber também quais são os motivos que leva os banheiros a serem deixados de lado quando se trata de decoração. Até a próxima.

9 de janeiro de 2017

Metas do Arquiteto Versátil para 2017


Eu gostaria de deixar registrado neste artigo as metas para 2017 para que ao final do ano possa rever e assim verificar se consegui ou não atingir as metas estabelecidas. 

O ano passado o blog e suas respectivas redes sociais cresceram muito, muito pouco, mas não quer dizer que não esteja feliz com o resultado obtido, mas quero que esse ano atinja números ainda maiores. Veja os números obtidos o ano passado: 

Facebook: 111 curtidas 
Instagram: 382 seguidores 
Youtube: 85 inscritos 
Twitter: 24 seguidores 
Google+: 6 seguidores 

As metas de 2017 são supersimples, mas não quer dizer que serão fáceis de ser atingidas, no entanto acredito que irei atingi-las esse ano, se trabalhar ainda mais focado em arquitetura. Poderei até ultrapassar essas as metas pré-estabelecidos. Veja as minhas metas para 2017: 

Facebook: 5.000 curtidas 
Instagram: 10.000 seguidores 
Youtube: 3.000 inscritos 
Twitter: 1.000 seguidores 
Google+: 300 seguidores 

As principais redes sociais que manterei focado ao longo do ano será o Facebook, o Instagram, o Youtube e o próprio Blog. 

Na prática publicarei no mínimo 3 artigos por semana aqui no blog e um vídeo no canal, no caso ao longo do ano serão no mínimo 144 artigos e 48 vídeos. Espero publicar mais que isso, principalmente com relação aos vídeos. Já o Facebook funcionará como uma extensão do próprio Blog juntamente com o Instagram. Já o Instagram continuarei publicando diversas ideias sobre arquitetura como: desenhos, maquetes, livros e vídeo que vocês tanto gostam. Já o Twitter e o Google+ continuaram a funcionar como já estavam funcionando. 

Claro que as metas estabelecidas para 2017 não serão somente estas. Há várias outras, mas por ser subjetivas deixei elas de fora. No final do ano farei uma retrospectiva e analisarei se consegui ou não atingi essas metas. O que acharam das metas estabelecidas para 2017? Quer me ajudar a atingir essas metas, então curta a página do Facebook, siga o Instagram, o Twitter e também o Google+ e por fim Inscreva-se no Canal. Até a próxima.

6 de janeiro de 2017

Tipos de Linha e suas Características Utilizadas no Desenho Técnico


Para quem já está habituado a produzir projetos arquitetônicos possivelmente já sabe o que vou mostrar no vídeo, no entanto, mesmo assim, recomendo que confira o vídeo, porque pode haver algo que você não esteja lembrado sobre o assunto ou até saiba de algo que não falei e que você pode complementar o conteúdo deixando sua opinião nos comentários. 

Ter o conhecimento sobre os tipos de linhas utilizadas no desenho técnico será muito importante tanto para quem projeta como para quem irá executar a obra. Para quem irá executar a obra, no caso, esse conhecimento será importante para poder interpretar as informações gráficas contidas no projeto e assim poder executar a obra conforme o projeto. 

Então no vídeo mostrarei os tipos de linhas e suas espessuras comumente utilizadas na representação dos projetos arquitetônicos produzidos pelos arquitetos. Além disso, ao longo do vídeo falarei sobre alguns exemplos de sua aplicação. Em um outro vídeo mostrarei na prática a aplicação desse conteúdo.



Para concluir gostaria de saber sua opinião sobre esse novo vídeo? Além disso não deixe de se inscrever no canal e curtir o vídeo. Até a próxima.

3 de janeiro de 2017

Desenhando para Sair da Rotina


Na tarde do dia 25 de dezembro de 2016 resolvi desenhar um pouco. Estava precisando... No entanto, não é sempre que tenho uma oportunidade como esta, por isso, busquei aproveitar ao máximo esta incrível oportunidade. 

Antes de começar a desenhar reuni todos os materiais que iria precisar como lápis, borracha, caneta preta, folha A4, fita crepe e esquadros, depois fixei a folha A4 sobre a mesa da cozinha com a fita crepe e pus a desenhar. 

Primeiramente fiz uma linha guia ou melhor a linha do horizonte e sobre ela marquei dois pontos que seriam meus pontos de fuga. Um desses pontos marquei próximo ao centro, já o outro marquei bastante afastado do centro da folha. O ponto próximo ao centro foi utilizado como ponto interno, já o segundo ponto foi utilizado como ponto externo. 

Quando iniciei o desenho não tinha uma ideia clara de como ficaria o desenho no final do processo, mas conforme fui desenhando as ideias foram surgindo e fui transferindo para o papel. Claro que algumas ideias eu descartei ao longo do processo, por não se encaixar com as ideias anteriores representadas no papel, mas a grande maioria das ideias que foram surgindo acabou ficando. 

Durante o curso de arquitetura eu nunca utilizei esse tipo de perspectiva. Para falar a verdade é a primeira vez que faço uso desta perspectiva, no entanto como ela se utiliza dos mesmos princípios que as outras perspectivas que já fiz, criar esta perspectiva não foi tão difícil assim, como imaginei que seria. 

Depois que concluir o desenho a lápis resolvi contorná-lo com a caneta preta. Ao finalizar o processo passei a borracha para eliminar os traços a lápis. No entanto eu não queria para por ali. Queria mesmo era continuar a desenhar ou pelo menos pintar as superfícies criadas naquele desenho. 

Como minha impressora estava com problema, impedindo que eu tirasse cópias do desenho, resolvi criar diferentes texturas com o próprio lápis sobre o desenho original. O processo tornou o desenho mais rico, valorizando cada superfície criada que compõe a perspectiva. 

Ao finalizar todo o processo, fiquei a observar o pequeno desenho ainda fixado sobre a mesa, no entanto ainda assim sentia que havia algo faltando no desenho, foi então que resolvi registrar a data em que realizei o desenho e pus minha simplória assinatura. Agora sim finalizei o desenho. O que acharam do texto e do desenho realizado? Deixe nos comentários sua opinião, ela é muito importante. Além disso buscarei fazer novos desenhos para o blog. Até a próxima.

2 de janeiro de 2017

Casa das Canoas ou de Oscar Niemeyer


Você já ouviu falar na Casa das Canoas? Ela foi projetada por Oscar Niemeyer entre 1952 e 1954 com a finalidade de ser sua própria casa. Este projeto é considerado como uma das obras primas da arquitetura residencial modernista. Não poderia ser diferente.



O processo conceptivo deste projeto está muito à frente de seu tempo. Verá porque mais à frente. Além disso esse projeto está lado a lado com as obras de Le Corbusier – Ville Savoye (1929), Frank Lloyd Wright – Falling Water House (1935-37) entre outras obras que marcaram a arquitetura modernista. 


A coberta existente neste projeto chama bastante atenção por ser composta por uma laje plana desenvolvida a partir de várias linhas sinuosas, no entanto não é a única coisa que atrai o olhar do observador. 


A casa está inserida em uma paisagem natural criando assim um contraste, mas o espaço construído é complementar e se torna harmonioso com o espaço natural. No entanto o fator natureza presente neste projeto não foi adotado pelo arquiteto como um elemento paisagístico, para emoldurar e enfatizar o espaço arquitetônico, mas foi adotado como norteador do processo conceptivo do projeto. 


A Casa das Canoas literalmente emerge da pedra existente no terreno. Ela não está somente na parte externa da casa, mas também na parte interna. Ela é tão importante quanto os outros elementos que compõe o projeto (laje, pilares tubulares, esquadrias transparentes com caixilhos negros etc.). Não posso deixar de enfatizar que a pedra também se encontra abraçada pela piscina. 


As estratégias projetuais escolhidas por Oscar Niemeyer teve relação direta com o tipo de terreno, sendo este, composto por uma topografia descendente. Uma das estratégias presentes neste projeto está representada pelo uso de espaços enterrados, neste caso o espaço principal da casa formado por sala de estar e jantar, cozinha e lavabo (setor social) se encontra em um espaço aberto, sombreado e transparente, já setor íntimo se encontra no nível inferior, acessado por uma escada que surge lateralmente a enorme pedra. No entanto para facilitar suas decisões projetuais o arquiteto decidiu construir um grande plano ortogonal que servisse tanto como piso do setor social como teto do setor íntimo, além disso esse mesmo plano cria um grande pátio na área externa da casa. Essa mesma estratégia projetual foi utilizada anos depois no projeto do Congresso Nacional em Brasília.


Ficha Técnica:

Projeto: Oscar Niemeyer 
Ano do Projeto: 1952 
Período da Construção: 1953-1954 
Projetos Complementares: Joaquim Cardozo – Engenharia Estrutural 
Projeto Paisagístico: Roberto Burle Marx 
Executores: Construtora Guanabara – Construção 
Endereço: Estrada das Canoas, 2310 – São Conrado – Rio de Janeiro 
Áreas: Pavimento Inferior: 95,8 m², Pavimento superior: 112,5 m² 


Você já conhecia a Casa das Canoas projetado por Oscar Niemeyer? O que mais chamou sua atenção neste projeto? Deixe nos comentaria sua opinião, sua participação é muito importante. Até a próxima.